A gente se relaciona do jeito que aprendeu
Se me perguntam qual tema eu mais amo trabalhar, não penso duas vezes: relacionamentos. Tudo que gira em torno do ser humano passa pela forma como a gente se relaciona — com a gente mesmo, com as pessoas, com o mundo.
Atendo adultos e idosos, em Maceió e online. Nesta página eu conto como olho para esse tema no consultório.
Quando a mesma história se repete
Muda o relacionamento, e a briga é parecida. Muda o emprego, e o incômodo vai junto. Eu escuto variações dessa história quase todos os dias no consultório:
- O ciúme que aperta antes mesmo de existir motivo.
- O medo de ser deixado, que faz aceitar demais.
- A dificuldade de dizer o que sente sem que vire briga.
- A sensação de dar sempre mais do que recebe.
- O peso das expectativas da família, mesmo depois de adulto.
Nada disso nasce do nada. Muito do que a gente faz nas relações foi aprendido cedo, nos primeiros vínculos: em casa, na infância, com quem cuidou da gente. Era um jeito de se proteger. E o que protegeu lá atrás pode ser justamente o que atrapalha hoje.
De onde você aprendeu isso?
Essa é uma pergunta que eu faço muito nas sessões. Não é para achar culpado — é para entender o padrão. Porque ninguém muda o que ainda não enxergou.
Como a Terapia do Esquema ajuda a enxergar o padrão
Eu trabalho com TCC e Terapia do Esquema. Esquema é o nome que essa abordagem dá aos padrões antigos de sentir e reagir: o molde que se formou nos primeiros vínculos e que continua guiando as relações de hoje, quase sempre sem a gente perceber.
Na terapia, a gente olha junto para esse molde. De onde veio. O que ele tentava proteger. Em que momentos ele dispara. Gosto de resumir assim: construir consciência antes da mudança. Primeiro a gente enxerga, depois experimenta jeitos novos de se colocar.
E não fico presa a técnica. Tem gente que se dá bem com registro, diário, exercício entre as sessões. Tem gente que não se identifica, e não adianta insistir no que não surte efeito. O atendimento vai se ajeitando a você.
Com a gente mesmo
A autocrítica que não dá folga. O jeito de se tratar quando erra. A relação com a própria história.
Com as pessoas
Família, vida a dois, amizades, trabalho. O ciúme, o medo da rejeição e do abandono, as conversas que travam.
Com o mundo
O espaço que a gente se permite ocupar. A confiança para pedir e para dizer não.
Essa forma de se proteger ainda faz sentido hoje?
O que costumam me perguntar
Terapia para relacionamentos é terapia de casal?
O meu atendimento é individual: a gente trabalha a forma como você se coloca nas suas relações. Se você busca outro formato, me chama no WhatsApp que eu te oriento no primeiro contato. É só uma conversa.
Preciso estar num relacionamento para trabalhar esse tema?
Não. Relacionamento aqui é coisa ampla: família, amizades, trabalho, vida a dois e a relação com você mesmo. O tema existe com ou sem alguém do lado.
Vou ter que falar da minha infância?
Ela costuma aparecer, porque foi onde muitos padrões se formaram. Mas cada pessoa conta o que quiser, no ritmo que quiser. Meu papel é estar junto, não forçar porta.
O atendimento é online ou presencial?
Os dois. Presencial em Maceió e online por vídeo, para qualquer lugar do Brasil. O sigilo e o cuidado são os mesmos.
Quanto custa a sessão?
O valor eu informo no primeiro contato, pelo WhatsApp, sem compromisso. Prefiro que essa conversa seja direta, sem surpresa.
Em quanto tempo as coisas melhoram?
Cada processo tem o próprio ritmo, e prometer prazo não seria honesto. O que posso dizer é como eu trabalho: com presença, sem fórmula pronta, respeitando o seu tempo.
Quer olhar para isso com calma?
O primeiro contato é pelo WhatsApp, sem compromisso. Por lá a gente conversa sobre horários e formato, e eu informo o valor da sessão.
Ana Hercília